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Pesquisadora na area da mediunidade? Sim, mas mãe de criança pequena, produtora rural, portanto sem tempo, exausta. Não dá para ter comentarios, edições, produção de video, formatação, etc. email psychictaboo@gmail.com

Wednesday, November 8, 2023

O direito a postura



 Quem poderia ter previsto o que a situação iria provocar não estava mais naquele planeta. Como todos daquela raça, NA precisava do marido para digerir as substâncias do ambiente, e, como ZU não conseguia evitar não querer estar com ela, NA se viu obrigada a procurar somente seu Segundo Marido, algo que a ofendia muito, mas que sabia não poder mudar.

A combinação do ódio mais a natureza de sua espécie acentuou o instinto de caça violenta e precocemente. Durante o treino, dera mostras de que seria caçadora e essa certeza apareceu quando ela demonstrou que iria, sim, exigir sua postura de volta. NA só suportou a ideia de procurar PI quando a dor a impediu de treinar, e fez isso caçando-o de forma impiedosa. IZAH havia lhe dado um arco, mas não explicou o uso dele. Não foi necessário, pois NA levantou naquela manhã e soube exatamente como faria.

Estavam conectados agora, então localizou-o facilmente e PI soube, assim que a viu no céu, que iria exercer seu direito à postura. Sabia que não adiantava combatê-la e correu. Poderia estar seguro perto dos machos. NA, voando atrás dele, disparou flechas sem dó, disparos esses que chegavam a ferir superficialmente o pobre coitado, que corria apavorado, sem o recurso do vôo que NA possuia. Ninguém interferia pelo acordo que havia sido feito no Conselho. Por todo o planeta as fêmeas sentiram o chamado. Era o direito a postura sendo usado. Em minutos o céu se encheu de criaturas aladas que se mantiveram a distância suficiente para presenciar o ato, sem interferir. Elas compartilhavam o sentimento de NA, e os machos o pavor de PI.

Quando seu ódio cedeu um tanto, mergulhou e imobilizou PI no chão, com seu imenso corpo. Ele não se defendeu, nem nessa nem em nenhuma das vezes que ela o procurou. Esperou ela drenar sua energia e se levantou.

NA não sabia, mas PI era um botânico e médico. Seu trabalho fazia com que tivesse desenvolvido muita paciência para lidar com ela, que era, embora agressiva, excelente espécime, cuja essência podia estudar cada vez que eles trocavam fatores. Apesar do pavor que sentia quando a via voando atrás de si, reconhecia a dor dela e sentia por isso. Era a única fêmea que produzia o fator duplo, por causa da metamorfose e ele achava muita sorte em poder ser o único a estuda-lá de perto pelos laços de relacionamento, laços esses que seriam eternos. Enquanto ZU evitou NA, esses eventos aconteceram frequentemente deserto afora.

Mesmo assim, NA sofria com a separação de seu gêmeo. Dormia do lado de fora da montanha onde estava a Cidadela, no ponto mais próximo do quarto que ZU dormia e que ela conseguia identificar com facilidade, escutando os batimentos do coração dele. Uma formação rochosa em círculo era o que considerava seu dormitório. Deixava o arco ao lado e dormia sem medo mas com dor.

Certa manhã estava preparando faixas para os punhos com outras fêmeas jovens quando sentiu perigo. Não conseguia identificar o que era, mas a intensa movimentação no acampamento e a mudança nos ventos mostrava que era algo grande. IZAH veio a seu encontro:

-Agora você verá para o que nasceu. Seja fiel a sua natureza, siga todos os seus instintos, e não falhe!- disse isso em altos brados, segurando os braços de NA, pois o vento fazia um barulho ensurdecedor.

Naquele momento, o planeta inteiro presenciava a primeira contenção de energias que NA iria participar. Alçou vôo completamente metamorfoseada, imensa. Suas asas escamosas brilhando conforme os raios da tempestade elétrica clareavam o céu. ZU a viu passar em direção a Grande Mancha com muita angustia. Estava metamorfoseado mas não podia segui-la. Ela não o notou, não obtendo um olhar dela, mesmo sentindo seus corações batendo na mesma frequencia.

A Mancha parecia viva, a velocidade era a mesma, mas as cores explodiam com fúria. Pequenos vultos escuros voavam como que dançando. Fora da Mancha, a atmosfera parecia acordar acompanhando um chamado. Se o alto grau de perigo fosse desconsiderado, a imagem era um espetaculo de grandiosidade imensurável.

Chegando perto da Grande Mancha não pousou no chão. Lançou-se ao campo magnético, que não estava visível por ser dia, e o escalou achando uma brecha de entrada. Ao cair lá dentro entendeu o porquê do treino em vórtices de calor. Não precisou pedir explicações. Soube imediatamente que criaturas escapavam pela passagem do olho da Mancha e tentavam expandir o campo magnetico.

NA escutou uma ordem dentro de si. As criaturas não tinham autorização e deveriam ser contidas. Enquanto subia até o ponto mais alto da Mancha, via em sua mente as consequencias daquele evento. O planeta entraria em colapso energético e a reação em cadeia causaria explosões que não teriam retorno pois abalariam o eixo e as cargas eletricas do centro. Era o equilibrio da natureza inteira que estava em jogo ali. E ela viu que a essência de sua linhagem era o contraposto de todo aquele desequilibrio. As fêmeas eram portadoras do que fazia o planeta se equilibrar. Não viu mais imagens, entregou-se a sua natureza e mergulhou no vortice.

Voando contra os ventos, suas asas na capacidade máxima, com sua vontade interna irradiando ordens de contenção, as criaturas escuras retornavam, mergulhando pelo olho. Aqueles que resistiam eram pegos por flechas que disparava a favor do vento, girando seu corpo ao encolher as asas. Todas as fêmeas faziam o mesmo, mas as criaturas continuavam a sair pela passagem. IZAH acelerou a velocidade contra, e NA entendeu que era necessário reduzir a força dos ventos para contê-los. Parou de atirar e colocou mais força no vôo. Sua cauda mantinha sua direção com precisão e sentia sua pele em fogo.

Nesse momento, todos os machos do planeta se aproximaram da Mancha permanecendo do lado de fora do campo. ZU também foi e, embora não a visse, sentia sua pele queimar. Foi avisado de que deveria deixar as energias fluirem e permanecesse ali, não importando o que acontecesse. Sentiu um grande empuxo e viu sua energia ser drenada para dentro do vortice. NA sentiu um forte alívio e pode voar mais rapido ainda. Sem pensar, mergulhou em alta velocidade atravez do olho, onde os ventos não sopravam. Sentiu a passagem pelas rochas mas tinha olhos para o fundo. Viu uma leva daquelas criaturas e sentiu amor. Sentiu –o com muita força e estacou abrindo as asas batendo-as em cadência lenta e forte. Ergueu os braços e deixou que a energia que sentiu no alto se soltasse. As criaturas pararam imediatamente. Pareciam se acalmar e recolher, como se houvessem obtido o que haviam saido para buscar. NA exauriu e teria caído se não fosse outra criatura escura porém gigantesca, vinda do fundo da passagem,a agarrar e voar rapidamente para fora da Mancha.

Só conseguiu pensar em se Pássaro de Fogo faria desses salvamentos uma regra. Queria perguntar se havia feito algo errado, mas não conseguia mover os lábios. Não entendeu como ele saiu da Mancha, mas estava aos pés de vários machos e viu ZU. Estava apavorado.

-Ela os conteve, mas há aqui um problema, a distância entre ela e o gêmeo não sustentou a energia de contenção e ela não pode se manter. E você, apontou para ZU, não faz idéia do que fazer não e mesmo? Ponha sua mão no coração dela, agora!

ZU estava chocado com sua irmã aos pés, sem vida, mesmo com os olhos abertos. Acordou com a ordem e colocou sua mão no peito de NA. Imediatamente ela inspirou rapidamente e se moveu. Olhou ao redor, piscou diversas vezes olhando para ZU. Não falou, virou-se, ergueu-se e voou para a Mancha. Pássaro de Fogo olhou para ZU e disse, antes de voar:

-Você esta em sérios apuros, menino - os outros machos olharam com pena para ZU e sairam. Ele ficou estático, sem conseguir entender o que havia acontecido.

Ao entardecer, os ventos acalmaram. NA continuava a voar e observava as irmãs. Estavam cansadas mas havia felicidade em todas e uma dança foi feita para homenagear o combate que venceram. Todas as fêmeas voavam em igual cadência, para o alto, gritando seus cantos específicos, antes de mergulhar. Isso, as cores do vórtice, e o sol se pondo era outro daqueles espetáculos magníficos. “O que podia ser melhor do que aquilo?” - NA pensou. A sensação era de pertencimento, de alinhamento com tudo para o que sabia ser certo e belo. Sentia seus pais muito felizes e sentia também o agradecimento daquela a quem ainda não havia encontrado pessoalmente: a Grande Rainha.

Voltou mais algumas vezes à Mancha para conter os eventuais desequilíbrios, mas nenhuma vez foi tão intenso como aquela primeira e não desceu até o fundo da passagem, pois não houve necessidade. Ocupada pelo trabalho no vórtice, os treinos, as perseguições a seu Segundo marido, NA havia digerido a energia de PI e sua cor agora era a mesma do planeta mãe, uma mistura de ocre, laranja e vermelho terroso. Havia crescido e amadurecido belamente. Continuava dormindo todas as noites ao pé da montanha e, naquela noite, voou até lá, sem prever que ZU estaria esperando por ela. Ele sempre soube onde ela dormia, e era de se esperar, pois estavam conectados nessa profundidade desde o nascimento. Sentiu-a próxima todo esse tempo, mas não foi procurá-la. Viu-a sair para o vórtice várias vezes, mas de longe. Escutou seu choro diversas noites e esteve só o tempo todo. Para ele não foi escolhida uma Segunda Esposa, não havia necessidade naquele momento, teve uma ou outra concubina, escolhidas pelos machos mais velhos, mas sempre dormiu só.

ZU não mudaria sua natureza nunca, sempre fora cauteloso e calmo, detestando mover-se com rapidez e sempre tendo dentro de si a prioridade de defender NA. O afastamento que tiveram o chocou muito. Não conseguia compreender o fato de não desejá-la, nem nada que estava se desenrolando desde o dia que a colocou em correntes. Não sabia como proteger NA de tudo aquilo que estavam passando. Sempre seria parte de sua natureza levar mais tempo para processar informações externas. Viu o tratamento que NA dava a PI, mas não podia interferir, não conseguia nem chegar perto dele para conversar, pois estava digerindo aquela mesma energia que o fazia se afastar de sua esposa amada. Assistiu a tudo que se passou com assombro. Dedicou-se ao estudo da medicina e, como parte de sua natureza, bem ao contrário da irmã, obedeceu aos mais velhos porque sentia ser certo agir assim. Ele também se desenvolveu fisicamente com os treinos e mudou sua cor junto com NA. Foi assim que soube que ela já não exalava o desequilíbrio e que iria vê-la quando ela voltasse para o local onde dormia.

Quando ela pousou, ele saiu da sombra que o escondia e tentou abraçá-la, mas NA havia vivido a ausência dele por tanto tempo, o cheiro de ambos havia mudado tanto, que estranhou o próprio irmão e reagiu, inteiramente arrepiada, jogando-o de encontro a rocha. Irritado, tentou segurá-la novamente e foi arranhado por suas garras. Houve combate nas sombras daquela noite, ZU gritando que era ele, mas seus movimentos sempre seriam mais lentos. Quando ambos mudaram a cor para o familiar azul, NA, espantada, olhou a fundo, e viu que ela estava dentro desses olhos que a encaravam arregalados. Só havia uma pessoa no planeta que a tinha dentro de si e abraçou o corpo mais forte e inteiramente azul de seu irmão. Ele a viu chorar pela primeira vez e não soube o que fazer. Deixou-a abraçada a si até que ela dormiu como se houvesse chegado ao lar que estava longe há muito tempo.

Deste dia em diante puderam estar juntos novamente. Um acordo mútuo e instantâneo se fez sentir entre os dois: eles eram a prioridade de suas vidas. Passaram por uma longa e intensa lua-de-mel e aprenderam que sempre voltariam um para o outro, não importando o que lhes acontecesse. ZU sentiu a diferença de NA depois de um Segundo marido e não foi desagradável. Sua irmã percebeu a presença de outras pequenas fêmeas em sua energia, e achou que estava muito bom ver ZU mais forte do que antes.

Voltaram a viver grudados como na infância, com a distância máxima de trinta metros um do outro. Por vezes, quando o distúrbio no vórtice era muito grande, NA e as fêmeas com treino suficiente saiam sem os machos, para que eles não fossem feridos. Em outras vezes,somente os gêmeos desciam até o núcleo, metamorfoseados, e faziam contato pacífico com os seres de lá, trazendo notícias na volta e aproveitando as energias da tempestade para se unirem em vôo, produzindo um fator diverso do que havia na região. Era seu portador eterno e ter escamas só fazia diferença no tipo de energias que eram digeridas, mas não na profundidade do que sentiam.

A metamorfose da qual eram capazes deixou-os fisicamente aptos a poder entrar pelo vórtice do planeta e fazer contato com as espécies que habitavam abaixo, bem mais próximo do núcleo do planeta. NA e ZU foram emissários entre os dois povos, além de NA continuar fazendo parte do grupo que saia durante os desequilíbrios na Grande Mancha.

Muito tempo após chegarem ao planeta, os gêmeos escutaram um chamado vindo do núcleo e não era de aviso de tempestade. Ambos sabiam que isso significava vir direto da Rainha e se dirigiram para lá. Ao chegar, em uma caverna de proporções gigantescas, com um imenso rio de lava que corria a direita, estava um imenso trono de pedra, com uma figura que era dez vezes maior que os gêmeos e imanava muita força. Ela se parecia muito com FAH, mas bem maior e algo mais velha. Por trás do trono ouvia-se ruídos assustadores de criaturas que os gêmeos nunca chegaram conhecer à fundo e que nunca saiam dali. O tamanho do reino que havia atrás do portal do trono nunca foi totalmente compreendido por eles. A Rainha os chamou como uma mãe o faria:

-Filhos, venham cá. Eu lhes chamei aqui pois é chegado o tempo de vocês procriarem. Para que isso possa acontecer, escolhi um macho de minha linhagem que está se mostrando merecedor de uma fêmea como você, NA. É um presente que lhe faço e sei que irá lhe agradar muito. Este será seu primeiro concubino. – enquanto ela falava, um ser de escamas negras veio voando de onde vinham os ruídos e pousou perto do trono. Não tirava os olhos de NA.

Ao contrário do Segundo Marido, este macho não causou nojo em NA. A Rainha sabia o que agradaria a filha de FAH, aquela para quem havia dado diretamente seu fator. Sendo o jovem macho seu filho direto, faria muito bem a pequena NA.

NA olhou para ZU, que, como sempre, estava acessando tudo lentamente, porém, estava tranquilo e isso era o que NA precisava para estar bem também. Era um macho mais magro que ZU, mas NA se encantou com suas escamas, asas muito negras e olhos vermelho-rubros. Algo na energia dele a fascinou: sentiu que ele não sabia o que era ter uma esposa para si. Entendeu que ele não nascera gêmeo, mas sozinho, mostrando que suas espécies eram distantes. Mesmo assim, seu cheiro e sua energia fresca causaram muito agrado em NA. Não teria esposas, mas uma ou outra concubina, quando a Rainha indicasse. NA sabia que era muito honroso ser a primeira delas.

Não foi agressiva com ele como era com PI. Deixou ele observá-la o tanto que quis, e achou muita graça quando ele começou a tocar seu corpo bem maior que o dele. Era uma inspeção que ele fazia. Exibiu suas imensas asas orgulhosamente. Não havia como ter conforto dele, a diferença de tamanho não permitia, mas abraçavam-se em curiosidade mútua. NA parava de vez em quando para olhar seus olhos de espanto. Ficou muito feliz por ver que ele a estava achando uma excelente concubina.

Decidiu esperar o quanto ele precisasse, afinal ele que não tinha esposa. Quando iniciou-se a troca de fator, NA se surpreendeu muito ao ver que o jovem macho não fornecia, mas tirava dela. Nem PI tinha essa qualidade! Mas isso não doía, um alívio suave e constante invadia NA. Embora fosse um macho de espécie mais agressiva do que a deles, a recepção de fator estava indo de forma carinhosa. ZU, no colo da Rainha, conversava com ela e recebia pequenas doses de seu fator não sentindo as horríveis cócegas como na infância. No final, a Rainha agradeceu NA por ter aceitado o filho dela. O fator aceleraria consideravelmente a evolução dele e, por isso, seria treinado como dirigente de seus outros irmãos.

Os gêmeos voltaram para a superfície e todos perceberam que o tempo dela procriar estava próximo. Os membros do Conselho estudaram as mudanças que aquele tipo de união causava nos gêmeos e, com permissão da Rainha, Pássaro de Fogo também estava no grupo que fez a pesquisa. Não muito tempo depois, afastaram-se de todos. ZU deixou NA guiá-lo para uma região do planeta que tinha uma formação de pedras algo parecida com a lua aonde nasceram.

Ela estava extremamente inquieta, bem mais irritada e agia guiada puramente pelo instinto. Era quase como se não fosse ela mesma. Seria sua primeira parição e, sem saber, estavam sendo vigiados por todos: FAH e BOH, pelos habitantes do Facho de Luz, que guardavam boa distância e pela Rainha. Está última estava muito agradada, ao contrário de sua parente FAH, que sentia nervosismo pelo bem estar da filha. Lembrava de sua primeira parição e sentia o que normalmente mães do universo todo sentem por suas filhas em mesma situação - uma apreensão instintiva. BOH se ocupava em não deixar a vibração de FAH cair e em mandar mensagens de apoio para ZU, pois sabia que ele se sentia perdido, como a maioria dos machos na primeira parição.

Nenhum sinal de prenhes aparecia no corpo de NA. A única coisa visível era seu comportamento.Depois de várias voltas pelo mesmo lugar, olhando nervosamente aqui e ali, sem falar uma palavra,e sempre seguida pelo fiel ZU, NA sentiu um espasmo e deitou encostada na pedra. Uma imobilidade total a paralizou e, de seu umbigo brotavam milhares de criaturas minúsculas e aladas. Cada punhado que saia se dirigia a ZU que as tocava com o dedo fazendo uma pequena luz brilhar dentro delas. Esse processo levou alguns dias, com NA completamente imóvel e ZU ao seu lado trasmitindo seu fator as criaturinhas que formavam uma nuvem fofa ao redor de ambos. Eram filhos diretos da divindade do lugar, não eram embriões de ZU, nem de NA. Mas, como Primeiro Marido, ZU seria o pai que os pequenos seres reconheceriam para sempre, bem como teriam por mãe a jovem NA, que não pode participar ativamente deste primeiro parto. ZU estava encantado com o que estava sendo gerado, sentindo-se satisfeito e completo.

A primeira parição da espécie deles gerava seres menos complexos que pertenceriam ao ambiente e não necessitavam da presença dos pais por longos períodos , como as criaturas mais complexas. Assim foi a feliz conclusão da primeira etapa da vida dos gêmeos

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