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Pesquisadora na area da mediunidade? Sim, mas mãe de criança pequena, produtora rural, portanto sem tempo, exausta. Não dá para ter comentarios, edições, produção de video, formatação, etc. email psychictaboo@gmail.com

Thursday, November 2, 2023

Vida


 

No Oceano, organismos simples geravam criaturas simples. NA e Metvah não eram parte dessas espécies, mas, sim, seus organismos eram mais complexos, mas ainda eram muito jovens para gerar criaturas de seu próprio nível de evolução. Elas geravam seres que, embora bem mais elaborados que o restante dos habitantes, não tinham o mesmo nível evolucionário que elas. O ritual de geração era mais complicado que da primeira gestação, necessitando os dois casais de gêmeos estarem juntos, conectados e profundamente relaxados para receberem os ovos fertilizados que, embora vindos de Tétis e Proteus, teriam o fator dos dois pais.

A concepção acontecia no prédio do berçário, num quarto com uma piscina preparada para isso. Havia água dentro, mas era mais gelatinosa e sua temperatura era mais alta que a do Oceano. Embora fosse muito curiosa, NA não quis investigar a diferença desse líquido. Sentia um torpor agradável e seus sentidos estavam mais aguçados. Viu que ZU, Vethusta e Metvah também agiam de forma sonolenta e reagiam rápido a estímulos.

Como em todos os momentos que sentia insegurança, NA procurou o abraço de seu gêmeo. Sob o efeito daquele líquido, a forma como passavam fator entre si estava alterada. Era mais forte, havia mais energia ao redor e seu gêmeo era tudo o que ela desejava em horas assim. O nível de excitação era tão grande que mesmo a calada Metvah se agitava nos braços de Vethusta. Era claro o nível de felicidade dele, enquanto que ZU estava mais voltado para abraçar tudo que NA produzia. A cor da água mudava conforme as ondas de energia os atingia, até que, no ápice, as duas fêmeas, através de um facho de luz que cobriu seus corpos, receberam os fetos em seus ventres e ali se desenvolveriam até o parto.

Embora Vethusta não conseguisse participar de treinos em períodos de gestação e parto, por causa da lentidão que causava em seus movimentos, tanto ele como ZU não permaneciam o tempo todo na piscina do berçário, mas Metvah e NA sim. O desenvolvimento dos embriões pedia isso. Não sentiam falta da vida fora do berçário porque o estado de sonolência era constante. Se assim não fosse, ZU realmente sentia que NA quebraria o quarto todo em um arroubo de impaciência.

Quando o tempo de gestação terminou, os gêmeos se reuniram novamente. NA e Metvah estavam agora em piscinas separadas, mas conseguiam se dar as mãos e isso as confortava enquanto saiam do estado de sonolência para uma agitação incontrolável. Os bebês saiam de seus ventres em grupos, a cada contração, num total de vinte para cada mãe. NA não ficou inconsciente, como em seu primeiro parto, mas ZU e Vethusta ainda necessitavam tocá-los assim que saiam do ventre, produzindo uma membrana colorida ao redor de cada um. Eram criaturas elementais e tinham nadadeiras maiores que as membranas nas mãos de suas mães. Assim como da primeira vez, rodeavam os quatro, formando um cardume de filhotes luminosos.

Os pais sairam da piscina novamente. Não tinham instinto para estar com as crias. NA e Metvah ainda permaneceram um bom tempo, até que os bebês foram transferidos para o berçário por não precisarem mais do aleitamento materno. Não houve tristeza ao deixar as crias. Elas pertenciam ao Oceano, embora estivessem conectadas aos pais para sempre. Mas havia um chamado mais forte ecoando ao redor delas fazendo-as sair das piscinas e seguir para onde estavam seus maridos.

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